Em dezembro de 1925, o presidente da
República, doutor Artur Bernardes, remeteu telegrama ao chefe do Executivo
Potiguar, doutor José Augusto, através do qual solicitava o envio de tropas da
Força Pública norte-rio-grandense para ir socorrer o Estado do Maranhão, que
enfrentava uma luta sangrenta e sem possibilidade de vitória - se não recebesse
ajuda de fora - contra a Coluna Prestes, que tinha à frente os oficiais do
Exército Juarez Távora e Luiz Carlos Prestes, sob o comando deste, com a
participação de alguns oficiais da Força Pública de São Paulo.
Parte 2
A PM RN FOI BRIGAR
NO MARANHÃO
No dia 14 de dezembro daquele ano de
1925, a tropa do Rio Grande do Norte posicionou-se no cais da Capital Potiguar,
na rua Tavares de Lira, no bairro da Ribeira. Uma multidão incalculável
acompanhou-a desde o Quartel do Comando Geral da Força Pública, pois o povo
sabia que, quando o assunto era patriotismo, a tropa miliciana não o
decepcionava, apesar dos estragos deixados pela politicagem vil. A Banda de
Música da corporação, também para lá foi e saudou os seus companheiros com a
execução de um dobrado.
Parte 3
A PM RN FOI BRIGA
NO MARANHÃO
Eram cem homens comandados pelo
capitão Apolinário Augusto Seabra de Melo. Os policiais ficaram envaidecidos
com a veemente e emocionante manifestação do povo, especialmente quando a
poetisa Palmyra Wanderley fez uma calorosa saudação aos seus conterrâneos da
farda.
A tropa recebeu ordem para embarcar
num vapor do Loide Brasileiro. E o povo - parentes e amigos - derretia-se em
lágrimas, com muito choro. Ocorreram vários desmaios, e as vítimas foram
socorridas no local mesmo por diversos médicos que lá estavam.
Parte 4
A PM RN FOI BRIGAR
NO MARANHÃO
No sexto dia, a tropa potiguar chegou
à capital de São Luiz, Estado do Maranhão, que estava deserta, em virtude das
ameaças de ser invadida pelos rebeldes fardados, que travavam lutas sangrentas
no interior do estado.
De São Luiz a tropa foi deslocada
para Flores, no interior do Estado do Maranhão, onde se localizava o grosso dos
revoltosos, que já contavam vitória ante a escassez da tropa governamental
daquele estado.
FONTE –
SUBTENENTE JÚLIO RIBEIRO